27.10.07

Momento Umbiguista da Mola

O consultor sentimental da Mola, o Professor Gango Bango, recebeu a seguinte missiva de uma das nossas leitoras:

“Caro Professor Gango Bango, algo me aflige e não são as varizes da coxa interior ou os resquícios do esquentamento do mês passado. Tudo começou com aqueles cinco minutos finais do BenficaxCeltic. Estava eu sentada na minha poltrona plastificada quando reparei na expressão de felicidade na cara do meu marido que via o jogo na televisão. Por momentos pensei que fosso pelo golo do Cardozo (também eu expressei uma feição de felicidade por este facto, dado saber que iria ser poupada daquele selo no sobreolho aos 90+3 minutos que recebi por ocasião do BenficaxSetúbal). O sorriso do meu esposo, também não era devido ao aroma pestilento da sua flatulência, pois já havia 5 minutos que eu havia arejado a sala. Foi então que reparei: o Artur (mê homem) estava com a não no peito e por baixo da camisa fazia pequenos gestos como se estivesse a enrolar algo. Segundos depois a mão do Artur emerge a segurar uma pequena bola de pelos com algodão que se tinha formado no seu umbigo. O Artur logo a atirou como um berlinde para a carpete, mas desde aí que tenho andado intrigada sobre este facto. Será que o Professor me pode ajudar a esclarecer esta questão?

Muitos Bjs
Rosa”

Cara Dona Rosa a questão que me coloca é de facto intrigante, mas de fácil resposta. O Artur pouco mais fazia do que se regozijar com um dos momentos mais iluminados do macho humano: “a bola umbical”. Ainda um fenómeno recente para a classe científica, a “bola umbical” é o resultado de um dia de contacto dos pelos do peito com uma t-shirt fanhosa da feira. Durante horas a fio os pelos masculinos tecem e tecem esta maravilha que acabam por depositar no umbigo como um pequeno presente para o macho. Eu, pessoalmente, sempre considerei a “bola umbical” como um, talvez “o”, ritual masculino de passagem para a puberdade. O momento crucial surge quando os pelos da zona peitoral masculina finalizam a caminhada descendente rumo as pelos da zona pélvica para a consumação da união sagrada pela criação da primeira “bola umbical”. É como aquela cena do filme Braveheart em que as forças escocesas marcham para combate contra os arregimentados irlandeses, para aquele momento que deveria ser de batalha se tornar num abraço fraternal entre ambos os povos insulares (“its my island”!).

Sempre ao seu dispor,

Professor Gango Bango

Sem comentários: