Minhas fofas,
Como saberão, a cerveja Tagus tentou lançar uma campanha promocional denominada “Orgulho Hetero”. E digo, tentou, pois teve que a suspender devido a um levantamento bichano que imediatamente se fez por aí. Exemplo da contra-manifestação foi uma campanha de uma associação com o bonito e ilustrativo nome “Panteras Rosa”, que imediatamente lançou um cartaz semelhante, o qual, em vez de perguntar se é hetero, pergunta se é homofóbico. Se me perguntam se sou homofóbico eu terei que responder: depende. Se forem vocês minhas kidas a xuxuzarem umas com as outras, eu respeito e aceito, pois interpreto essa opção como um acto suave e bonito de amor sem recurso ao rompimento abrupto de orifícios obscuros do nosso corpo. Quanto aos bichanos como os “Panteras Rosa”, tenho que confessar que sinto alguma repugnância. Não pela opção de se penetrarem com violência no orifício; não pela opção de se abanarem e saltarem mais do que eu, mas por escolherem o Paulo da oficina da esquina, em vez da Paula, a da praceta, Dona de Casa carente que precisa de um Homem para a satisfazer. Sim! O orgulho hetero não representa qualquer homofobia, mas sim uma luta pelos direitos fundamentais das Donas de Casa. Não nos podemos esquecer que estamos num mundo com muito mais mulheres do que homens. Assim, o aumento da bichice só trará mais infelicidade às nossas queridas leitoras. Por esse facto, a Mola tem forçosamente que se associar a iniciativas como o “Orgulho Hetero”. O nosso contributo é criar o “Orgulho Mola”! Não temos medo da reacção dos Panteras cor-de-rosinha. Se os bichanos podem ter o seu “Orgulho Gay”, se podem ser heterofóbicos, se podem desfilar vestidos de marinheiros e dançar o YMCA, nós também podemos e devemos ter o nosso orgulho... Sempre e só para defesa da Dona de Casa carente.
Aquele beijo másculo, do Vosso,
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