28.1.08

Meninos vestidos de parvos ou parvos vestidos de meninos?


Depois dos p…l..ros terem ficado ofendidos com a campanha da cerveja Tagus, é a vez dos escuteiros sentirem-se insultados. Motivo de tão grande indignação é uma campanha da Media Markt. Segundo sei, diz a campanha que: todos os cidadãos da Parvónia têm como principal característica a parvoíce e, por isso, não se importam de não ter acesso à tecnologia, não saber o que é variedade e poder escolher e, em especial, não se importam mesmo nada de pagar fortunas para ter qualquer produto. Ao que parece, a ilustre comitiva da parvónia que se desloca à loja, tem um discípulo de Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, o qual é caracterizado da seguinte forma: alto, magro e um péssimo corte de cabelo, é a prova viva da total falta de orientação do grupo. O excesso de crachás da sua farda dá que pensar e o facto de andar sempre de bússola na mão não ajuda em rigorosamente nada.

Não tenho nada contra os escuteiros, a sério! Até aprecio aquela vertente humanitária que parecem ter. No entanto, não posso deixar de achar pertinente esta campanha da Media Markt. Aliás, eles até foram simpáticos. Já estou a imaginar o processo de criação da campanha: os malucos dos criativos numa sala escura, com uma tira de coca (que segundo o MolaChavez não faz mal), a imaginarem os possíveis habitantes da parvónia - pessoas vestidas com uns calçõezinhos pelo joelho, meias altas, sapatinho de vela, com um lencinho ao pescoço e um chapéu estilo Safari. É pá!! Mas isto é um escuteiro!!! E siga… Toca a chamar os escutas para a campanha.
Enfim, é preciso que se diga: eles metem-se a jeito! Principalmente os adultos.

É um bocado estranho, para não dizer perverso, andar pelas ruas da Amadora com aquela fatiota. Um puto ainda vá lá, mas um Homem? Porquê? Será que pensam que estão à caça na savana africana? Depois falam das suas alcateias e acampamentos selvagens na serra de Sintra e cantam à fogueira aquelas canções absolutamente estranhas…

Eu confesso que teria algum receio em colocar um filho meu nos escuteiros. Seguramente estarei errado, mas quando o entregasse ao chefe da alcateia(ás vezes rapazitos dos seus 40 e tal anos), acho que sentiria que estaria a confiar o meu miúdo a uma espécie de feticheiro bondage.

Será um escuteiro (devidamente fardado) capaz de satisfazer uma Dona de Casa? Como sou uma pessoa positiva, quero acreditar que sim. Obviamente que só passado aquele momento da risota inicial…

2 comentários:

Anónimo disse...

Que parvoíce pegada.
Terás a mesma opinião acerca de fardas militares, da polícia, médicos, enfermeiros, trajes académicos?

Meteres um filho teu nos escuteiros seria apenas uma boa oportunidade de dar-lhe alguma coisa que fazer nos tempos livres, enquanto aprende coisas que não poderá aprender em mais sítio nenhum na idade dele.

Cocktail Molatov disse...

Meu Caro Senhor,
Obrigado pelo teu comentário.
Pois claro que é uma parvoíce pegada. Aliás, este blog não ambiciona ser mais do que uma parvoíce pegada.
Ainda assim, não me parece comparável as fardas das funções que mencionaste com as dos escuteiros. Não sei se daria bom resultado mandar os nossos militares para o Iraque vestidos de calçõezinhos e lenço ou a brigada de trânsito andar a passar multas com semelhante traje. Passada a risota inicial, talvez alguém pagasse a multa.

Cumprimentos,